A Paleobotânica como ciência teve início com Adolphe Brongniart (1801-1876), pioneiro nos estudos de morfologia e fisiologia das plantas fósseis. Considerado o pai da Paleobotânica, Brongniart era botânico, taxonomista e anatomista vegetal e geólogo. Francês, nascido em Paris, evidenciou-se o fundador da Paleobotânica estudando a anatomia comparada de vegetais viventes e fósseis.
| Adolphe Brogniart |
Classificar plantas fósseis é uma tarefa difícil, devido a natureza fragmentária dos restos vegetais. Muitos espécimes fósseis são compostos apenas por folhas, esporos, sementes ou ramos fossilizados, ou seja, representam apenas partes dos vegetais de que derivaram.
| Flor Fóssil |
A solução adotada pelos paleobotânicos foi a de nomear cada fragmento fossilizado de eu vegetal como se fosse um organismo completo, recebendo um nome genérico e um específico, seguindo a nomenclatura binomial de Lineu. Esta nomenclatura dá origem aos denominados órgãos-gêneros, que podem ser atribuídos a uma família específica, ou seja, apresentam maior especificidade, e morfo-gêneros, que só podem ser assinalados a níveis taxonômicos superiores (ordem, divisão). Esta forma de identificação, denominada parataxonomia, é muito útil na Paleobotânica devido ao desconhecimento das relações de parentesco entre as distintas partes ou órgãos vegetais. Quando o espécime é encontrado completo, recebe então a designação específica correspondente à literatura internacional de classificação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário